quinta-feira, 15 de abril de 2010

5 razones


si la vida te da más de cinco razones para seguir
si la vida te da más de 5 rincones para dormir
si la vida te da más de 5 millones para morir

se fuerza la máquina de noche y de día
se fuerza la máquina de noche y de día
si la vida te da más de 5 cabrones para aguantar
si la vida te da más de 5 lecciones para no seguir

se fuerza la máquina de noche y de día
se fuerza la máquina de noche y de día

me llaman calle, calle baldosa, la revoltosa, bala perdida
me llaman calle, calle de noche calle de día
no me rebajo ni por la vida
me llaman calle
la sin futuro, la sin salida
me llaman calle, calle más calle
la de las mujeres de la vida

si la vida te da más de cinco minutos para gozar
si la vida te da más de cinco minutos para olvidar
se fuerza la máquina de noche y de día


se fuerza la máquina de noche y de día
se fuerza la máquina de noche y de día


si la vida te da más de 5 razones para seguir
si la vida te da más de 5 rincones para dormir
se fuerza la máquina de noche y de día
se fuerza la máquina de noche y de día
se fuerza la máquina, se fuerza la máquina.

ainda boto um pro manu chao...

http://www.youtube.com/watch?v=AWR2Jjf3nW0&feature=related




terça-feira, 13 de abril de 2010

Laura Harring, que estrelou ao lado de Naomi Watts o drama Cidade dos Sonhos, declarou ao site PopcornBiz que o cineasta David Lynch estaria desenvolvendo uma continuação. "Tenho certeza de que está acontecendo, que está sendo concebido", disse a atriz depois de se encontrar com Lynch na semana passada.

"Mas eu não posso revelar como eu soube. Até parece uma fala de um dos filmes dele, não é?", completou.

O longa de 2001 narra de forma surrealista as consequências de um acidente de carro ocorrido em Mulholland Drive, famosa avenida de Los Angeles. O filme deu a Lynch o prêmio de melhor diretor no Festival de Cannes no mesmo ano. Por enquanto o cineasta ainda não fez qualquer tipo de declaração sobre o possível projeto.

matéria usurpada do omelete... meu filme favorito porra...

domingo, 4 de abril de 2010

1 fim


Deito-me esse corpo peludo e pesado, uma pequena morte, não aquela, hoje não... Mas a morte da noite, a morte da night, e do que não aconteceu... No velho cemitério busco o último trago, a última lombra. E lá, jaz nada. Já queimadas as referências, as idéias brilhantes, a vontade e as paixões. Apagadas. As parcas pontas esticadas quase fazem a cabeça. E caio em um sono. E sonho um sonho bom, e no sonho posso lembrar como que era. Tudo que fora queimado se mostra verde again. E dolorosamente vou esquecendo tudo de novo... até o despertar...

dedico essa safadeza ao chicão que quando sonha acorda com a saudade...



segunda-feira, 22 de março de 2010

A (necessária) vida embreagada.


"Devemos andar sempre bêbados. Tudo se resume nisto: é a única solução. Para não sentires o tremendo fardo do Tempo que te despedaça os ombros e te verga para a terra, deves embriagar-te sem cessar. Mas com quê? Com vinho, com poesia ou com virtude, a teu gosto. Mas embriaga-te.
E se alguma vez, nos degraus de um palácio, sobre as verdes ervas duma vala, na solidão morna do teu quarto, tu acordares com a embriaguez já atenuada ou desaparecida, pergunta ao vento, à onda, à estrela, à ave, ao relógio, a tudo o que canta, a tudo o que fala, pergunta-lhes que horas são: «São horas de te embriagares! Para não seres como os escravos martirizados do Tempo, embriaga-te, embriaga-te sem cessar! Com vinho, com poesia, ou com virtude, a teu gosto."

Charles Baudelaire - in "Spleen de Paris"

sábado, 13 de março de 2010

moonstomp

Aí, rapaziada. Os putos dos patrão da cidade só qué pagá menos de cem. E eu, que sô bandido, consigo pagá trezentos! Ou eu sô otário ou esses patrão são um bando de filha da puta, é ou não é?!?!

sexta-feira, 12 de março de 2010


"Li muitas vezes que a musica é uma realidade completamente distinta. Foi só nos últimos dias de vida do meu pai que comecei a compreender o poder da musica. Quase com cem anos, o meu pai começara a perder a noção da realidade. Devido à doença de Alzheimer, o seu discurso começou a ficar desconexo, os pensamentos isolados, a memória fragmentada e confusa. Quando a conversa começava a ficar dispersa colocava um CD de musica clássica de que ele gostasse, carregava no play e via a transformação.O mundo do meu pai passava a ser lógico e claro. Já não havia confusão, falhas, não ficava perdido e, o mais surpreendente de tudo, não se esquecia. Era um território familiar. Por vezes o meu pai respondia à beleza da musica chorando simplesmente. Como é que podia emocionar-se com esta musica se se tinha esquecido de todas as outras emoções da sua vida – a minha mãe, a minha irmã e eu em crianças, as alegrias do trabalho, da comida, do viajar e da família? Onde é que a música lhe tocava? Onde está a paisagem onde não há esquecimento? Como é que se libertou de outra memória, uma memória do coração que não está presa ao tempo ou ao lugar, aos acontecimentos ou mesmo aos seus amados?"

Carta de Kathryn Koubek a Oliver Sacks, in “Musicofilia” (Relógio D’Água)

quarta-feira, 10 de março de 2010

Quem nunca saiu na mão com a própria conciência?


Com exceção de um ou outro espírito de porco, ou melhor, de urubu, a nação rubro-negra está envergonhada. Bruno, goleiro do Flamengo, levou o maior frango da sua vida, pelo menos até agora. Outros virão. Ele é jovem. Bruno deixou passar entre as pernas a oportunidade de ficar calado. Bruno admitiu que “sair na mão” com mulher é normal, admissível e que ninguém deve meter a colher. Bruno é covarde. Bruno não sairia na mão com o Osvan, ex-zagueiro do Vasco. Mas do inexorável destino, ele não escapará e a vida, numa dessas esquinas do tempo, fará com que ele “saia na mão” com sua consciência, cedo ou tarde. Bruno não irá à Copa da África. Ele não tem futebol pra isso, hoje, é o terceiro goleiro do Rio atrás do Jéferson, do Botafogo, e de Fernando Prass, do Vasco. Do Brasil, ele é o 14º goleiro. Se Bruno fosse uma muralha, um craque, mesmo assim não iria à Copa. Dunga que tanto preza a disciplina, alegaria que lei Maria da Penha o impede de convocá-lo. Nesse momento milhões de flamenguistas sentem saudades de Raul Plasman. Este, sim, é um gentleman, ágil nas bolas rasteiras e decidido nas altas. Adriano também não irá à Copa. Levá-lo implica em novos esforços logísticos para a CBF. No hotel, seu quarto não poderá ter frigobar. O ônibus não poderá tocar CD de funk nem passar perto de Soweto, a mais famosa favela sul-africana. Se Dunga acha que Ronaldinho Gaúcho é a porta aberta para a Boate Confusão, Adriano é a boate aberta 24 horas por dia com vários louges numa rave interminável. Outro inconveniente é que nosso esquema tático não pode depender da variação de humor de Adriano. Por qualquer motivo, ele alega uma tristeza crônica, envolve sua profissão e a todos nós, ameaça parar de jogar como se isso afetasse até o PIB brasileiro. Ainda bem que Adriano é jogador de futebol e não piloto de avião: “Ah! Essas nuvens estão muito carregadas. Estou triste. Vou parar de pilotar.” Se quer parar de jogar, que pare! Precisamos de jogadores que joguem na alegria e na tristeza, na saúde ou na contusão. Precisamos de homens que se casem com a seleção e não esses que vivem enrolando a noiva.

jovane nunes é comediante dos melhores do mundo e fazia propaganda do supermercado... também é aquele personagem do olho gordo no zorra total...