
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
As provas da conspiração

Rato Jerry é pró-judeu, conclui especialista do Ministério da Educação do Irã. Para Hassan Bolkhari, especialista em comunicação de massa, o desenho animado Tom e Jerry é uma conspiração para favorecer a imagem dos ratos - apelido pejorativo associado aos judeus. Folha Mundo, 25 de fevereiro de 2006.
Confrontado com a esmagadora evidência de sua culpa, Jerry, o rato, não teve outro remédio senão admitir a verdade: sim, disse ele, eu não passo de um agente secreto a serviço de uma conspiração criada para melhorar a imagem judaica no mundo.
Soluçando, disse que relutara muito antes de aceitar a proposta, mas que esta se tornara irrecusável quando lhe foi feita uma inesperada oferta: pelo resto de sua vida teria queijo na quantidade que quisesse.Ah, sim, e poderia escolher a variedade: brie, camembert, cream cheese, feta, gorgonzola, gruyère, mussarela, pecorino, provolone, roquefort, qualquer uma destas variedades estaria à sua disposição (acompanhada ou não de bolachinhas e torradas), bastando apenas que ele telefonasse e dissesse sua senha. Encontraria o queijo em certa secreta despensa, que aliás serviria de base de operações para outros ratos famosos envolvidos na conspiração. E que eram muitos: por exemplo, o camundongo Mickey e sua namorada, Minnie: como Jerry, figuras simpáticas, amáveis. Mas devidamente cooptadas.
Mas as revelações não ficaram por aí. Descobriu-se que Tom, o próprio Tom, o gato valoroso que perseguira Jerry em tantos desenhos animados, também estava sob o controle dos mentores da conspiração, coisa que demandara várias providências. Capturado, Tom fora submetido a uma lavagem cerebral, da qual saíra com característicos de autômato. Nos desenhos animados, ele poderia continuar correndo atrás de Jerry, mas sem jamais alcançá-lo. Com isso, estaria confirmando a superioridade dos ratos (e do grupo que eles metaforicamente representam). Tom seria vigiado de perto pelo enorme cão que existia na casa e que também era parte da conspiração.
Enfim, a revelação chocou muita gente. Mas ela deve servir de alerta. Será que outras figuras dos desenhos animados não estão envolvidas na conspiração? Será que o Pato Donald não está nessa? Ou a Branca de Neve? Ou o Bob Esponja? O inimigo é insidioso e está por toda a parte. É melhor, portanto, não ir ao cinema, não assistir à TV, não ler livros, revistas ou jornais. Ah, sim, e não esqueçam de olhar debaixo da cama: será que o Jerry não está ali, escondido, à espera do momento propício para atacar?
Moacyr Scliar... meu imortal vivo preferido...
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Anansi

Anansi não gostava do Pássaro porque, quando o Pássaro sentia fome, ela - sim, ela, porque era um pássaro fêmea - comia muitas coisas. Uma das coisas que comia eram as aranhas, e o Pássaro estava sempre com fome.
Antigamente eles eram amigos. Mas agora não são mais.
Um dia, Anansi estava andando e viu um buraco no chão. Isso faz com que tenha uma idéia. Coloca madeira no fundo do buraco, faz uma fogueira, põe uma panela no buraco e, dentro dela, coloca raízes e ervas. Então começa a correr em volta da panela.
Corre, dança e grita:
- Eu me sinto bem! Eu me sinto tãããão bem! Todas as minhas dores sumiram. Eu nunca me senti tão bem em toda a minha vida!
O Pássaro ouve aquela confusão. Desce dos céus para ver o que era aquilo. E pergunta:
- Por que você está cantando? Por que está agindo feito um louco, Anansi?
Anansi cantarola:
- Eu tinha uma dor no pescoço, mas ela sumiu. Minha barriga doía, agora não dói mais. Minhas juntas faziam barulho, mas agora estou maleável como uma palmeira, macio como a Cobra quando troca de pele. Eu me sinto feliz, cheio de energia, e agora serei perfeito, porque sei o segredo que ninguém mais sabe.
- Que segredo?
- O meu segredo. Todos vão me dar suas coisas mais preciosas e mais queridas só para saber o meu segredo. Uhu! Oba! Eu estou tão feliz!
O Pássaro vem um pouco mais pra perto e inclina a cabeça para o lado. E pergunta:
- Eu posso saber o seu segredo?
Anansi olha desconfiado para o Pássaro. Então fica escondendo a panela borbulhante sobre o buraco.
- Acho que não - responde Anansi. - Talvez não tenha suficiente. Melhor esquecer.
E o Pássaro responde:
- Olha, Anansi, eu sei que nem sempre nós fomos amigos. Mas eu digo uma coisa. Se você me contar o seusegredo, prometo que nunca mais nenhum pássaro vai comer aranhas. Vamos ser amigos até o fim dos tempos.
Anansi coça o queixo e balança a cabeça.
- E um segredo bem grande e importante, esse de fazer as pessoas jovens, cheias de vigor, sem sentir dor nenhuma.
O Pássaro limpa algumas penas com o bico. E diz:
- Ah, Anansi, você sabe que eu sempre achei você um homem muito bonito. Por que nós não nos deitamos ali na relva um pouco? Sei que posso fazer você deixar de lado essa sua desconfiança para me dizer o seu segredo.
Então eles se deitam sobre a relva e começam a se acariciar, a rir, a ficar alegres.
Assim que Anansi consegue o que queria, o Pássaro diz:
- E agora, Anansi? E o seu segredo?
- Bom... eu não ia contar pra ninguém. Mas pra você eu conto. É um banho de ervas nesse buraco aí no chão. Olha só, eu coloco umas ervas e umas raízes. E quem entrar nessa água vai viver para sempre, sem sentir nenhuma dor. Eu tomei banho aí e agora estou me sentindo jovem como um filhotinho de gato. Mas acho que não é bom deixar mais ninguém tomar banho nessa água.
O Pássaro olha para aquela água borbulhante e, rápido como um raio, mergulha na panela.
- Está tão quente, Anansi!
- Tem que ser quente para as ervas fazerem efeito.
E então Anansi pega a tampa da panela e a cobre. É uma tampa pesada, e Anansi coloca uma pedra sobre ela para fazer ainda mais peso.
Bam! Bam! Bom! é o barulho que o Pássaro faz na tampa da panela.
E Anansi grita:
— Se eu deixar você sair agora, todo o efeito do banho borbulhante vai passar.
Relaxe aí dentro, aí você vai começar a se sentir melhor.
Mas talvez o Pássaro não tenha ouvido, ou não tenha acreditado nele, porque o barulho dentro da panela e as tentativas de empurrar a tampa continuaram por mais algum tempo. E depois pararam.
Naquela noite, Anansi e sua família comeram uma deliciosa sopa de Pássaro, com Pássaro cozido. Não sentiram fome por muitos dias.
Desde essa época, os pássaros comem aranhas sempre que podem, e as aranhas e pássaros jamais voltarão a ser amigos.
Há outra versão da história, em que também convencem Anansi a entrar na panela. As histórias todas pertencem a Anansi, mas nem sempre ele leva a melhor.
Antigamente eles eram amigos. Mas agora não são mais.
Um dia, Anansi estava andando e viu um buraco no chão. Isso faz com que tenha uma idéia. Coloca madeira no fundo do buraco, faz uma fogueira, põe uma panela no buraco e, dentro dela, coloca raízes e ervas. Então começa a correr em volta da panela.
Corre, dança e grita:
- Eu me sinto bem! Eu me sinto tãããão bem! Todas as minhas dores sumiram. Eu nunca me senti tão bem em toda a minha vida!
O Pássaro ouve aquela confusão. Desce dos céus para ver o que era aquilo. E pergunta:
- Por que você está cantando? Por que está agindo feito um louco, Anansi?
Anansi cantarola:
- Eu tinha uma dor no pescoço, mas ela sumiu. Minha barriga doía, agora não dói mais. Minhas juntas faziam barulho, mas agora estou maleável como uma palmeira, macio como a Cobra quando troca de pele. Eu me sinto feliz, cheio de energia, e agora serei perfeito, porque sei o segredo que ninguém mais sabe.
- Que segredo?
- O meu segredo. Todos vão me dar suas coisas mais preciosas e mais queridas só para saber o meu segredo. Uhu! Oba! Eu estou tão feliz!
O Pássaro vem um pouco mais pra perto e inclina a cabeça para o lado. E pergunta:
- Eu posso saber o seu segredo?
Anansi olha desconfiado para o Pássaro. Então fica escondendo a panela borbulhante sobre o buraco.
- Acho que não - responde Anansi. - Talvez não tenha suficiente. Melhor esquecer.
E o Pássaro responde:
- Olha, Anansi, eu sei que nem sempre nós fomos amigos. Mas eu digo uma coisa. Se você me contar o seusegredo, prometo que nunca mais nenhum pássaro vai comer aranhas. Vamos ser amigos até o fim dos tempos.
Anansi coça o queixo e balança a cabeça.
- E um segredo bem grande e importante, esse de fazer as pessoas jovens, cheias de vigor, sem sentir dor nenhuma.
O Pássaro limpa algumas penas com o bico. E diz:
- Ah, Anansi, você sabe que eu sempre achei você um homem muito bonito. Por que nós não nos deitamos ali na relva um pouco? Sei que posso fazer você deixar de lado essa sua desconfiança para me dizer o seu segredo.
Então eles se deitam sobre a relva e começam a se acariciar, a rir, a ficar alegres.
Assim que Anansi consegue o que queria, o Pássaro diz:
- E agora, Anansi? E o seu segredo?
- Bom... eu não ia contar pra ninguém. Mas pra você eu conto. É um banho de ervas nesse buraco aí no chão. Olha só, eu coloco umas ervas e umas raízes. E quem entrar nessa água vai viver para sempre, sem sentir nenhuma dor. Eu tomei banho aí e agora estou me sentindo jovem como um filhotinho de gato. Mas acho que não é bom deixar mais ninguém tomar banho nessa água.
O Pássaro olha para aquela água borbulhante e, rápido como um raio, mergulha na panela.
- Está tão quente, Anansi!
- Tem que ser quente para as ervas fazerem efeito.
E então Anansi pega a tampa da panela e a cobre. É uma tampa pesada, e Anansi coloca uma pedra sobre ela para fazer ainda mais peso.
Bam! Bam! Bom! é o barulho que o Pássaro faz na tampa da panela.
E Anansi grita:
— Se eu deixar você sair agora, todo o efeito do banho borbulhante vai passar.
Relaxe aí dentro, aí você vai começar a se sentir melhor.
Mas talvez o Pássaro não tenha ouvido, ou não tenha acreditado nele, porque o barulho dentro da panela e as tentativas de empurrar a tampa continuaram por mais algum tempo. E depois pararam.
Naquela noite, Anansi e sua família comeram uma deliciosa sopa de Pássaro, com Pássaro cozido. Não sentiram fome por muitos dias.
Desde essa época, os pássaros comem aranhas sempre que podem, e as aranhas e pássaros jamais voltarão a ser amigos.
Há outra versão da história, em que também convencem Anansi a entrar na panela. As histórias todas pertencem a Anansi, mas nem sempre ele leva a melhor.
Retirado do livro Filhos de Anasi do Sr. Neil Gaiman... e a ilustração, assim como as que ilustram as historinhas do menino preto são do Sr. Malangatana... coisa fina, meu velho...
terça-feira, 28 de outubro de 2008
Notas do Velho Buk
hoje, dia 28 de outubro, é aniversário dos meus admiráveis amigos Lima e João, um gêmeo mau e outro pior... desejo saúde e disposição pros dois, Deus nos dê fígado... e como os dois são cavalheiros, postarei um trechinho do buk... sensível e poético... o final surpresa do texto eu posto ano que vem... Qapla'...
tudo bem, uma noite, as luzes todas apagadas, acordei bêbado, mas vendo, você sabe, subitamente vendo as paredes sujas. a total falta de propósito, a tristeza, tudo. e me levantei num cotovelo e olhei ao redor e todos pareciam ter ido embora. apenas aquelas garrafas vazias de vinho no seu lado enluarado aguardando a manhã dura e nojenta, e eu olhei ao redor de mim na cama e lá estava aquela forma humana. alguma buceta tinha decidido ficar comigo - isso era amor, isso era bravura. merda, quem realmente poderia me aguentar? qualquer um que pudesse me aguentar tinha muito perdão em sua alma, eu simplesmente tinha que RECOMPENSAR essa doce, pequena e querida gazela por possuir o culhão, o dicernimento e a coragem de ficar comigo.
quer melhor recompensa do que foder ela no cu?
eu andava cruzando com um tipo estranho de mulheres, uma estranha linhagem de mulheres e nenhuma delas queria ele no rabo e portanto eu não consegui dessa maneira e a coisa ficou trabalhando na minha mente. costumava ser a única coisa que eu queria falar quando ficava bêbado. eu dizia pra algumas mulheres:
"vou meter no teu cuzinho, vou meter no cu da tua mãezinha, vou meter no cu da tua filha." e a resposta era sempre, "ah, não vai mesmo!" elas fariam tudo e qualquer coisa menos isso. talvez fosse apenas a época e o tempo, ou apenas uma questão matemática, porque um bom tempo depois disso não havia nada além de mulheres se chegando e dizendo, "Bukowski, por que que você não me fode em cima do fogão? eu tenho uma bundona fofa e redonda". e eu respondia "certamente que tem, querida, mas é melhor não".
mas naqueles dias eu simplesmente nunca levava desse jeito, e eu tava me sentindo meio maluco, como de costume, e tinha essa estranha idéia que uma boa foda no cu delas resolveria muitos dos meus problemas espirituais e mentais.
Notas de um Velho Safado de Charles Bukowski.
sábado, 18 de outubro de 2008
crime
Havia um crime a ser solucionado. Um culpado a ser descoberto. Muitos delitos acontecem todos os dias, todas as horas, e eram ignorados, pela falta de sensibilidade e de coragem. Mas esse crime não seria mais ignorado, não podia e não iria. Pecados são cometidos e absolvidos a todos instantes. Infrações também eram cometidas. Memorias eram esquecidas, lembranças eram criadas e se tornavam raras preciosidades. O autor desse crime deveria ser encontrado, suas motivações seriam reveladas, e ele deveria ser punido exemplarmente, reeducado e por fim perdoado...Até porque as consequencias terão repercursões, e então não mais poderá ser ignorado e esquecido... há um crime acontecendo...
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
sangue de et
Sangue de ET
pra mim e pra você
Vamos brindar
Pra curar
todo mal
a hemodiálise de aliens
vai deixar todo mundo normal
porque...
o Sangue de ET...
Tem poder
o Sangue de ET
vai nos fortalecer
se eu acreditar eu vou me convencer
Eu precisava me purificar
depois de tanta desgraça
só mesmo uma cachaça
Pra curar todo mal
a hemodiálise de aliens
vai deixar todo mundo normal
porque...
o Sangue de ET...
Tem poder
o Sangue de ET
vai nos fortalecer
se eu acreditar eu vou me convencer
O Sangue de ET
é a solução
tem gosto de jujuba
e deixa doidão
Pra curar todo mal
a hemodiálise de aliens
vai deixar todo mundo normal
porque...
o Sangue de ET...
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